Posts de Fevereiro, 2008

planejamento

Fevereiro 15, 2008

tanta coisa pairando na minha cabeça, não sei por onde começar. planejar, planejar. mas quero tanto, e agora? mais um copo, por favor. sabor amarelo, da cor do meu sorriso agora. e o querer agora às vezes não me ajuda, preciso parar um pouquinho e pensar. é porque não costumo pensar, gosto mesmo de fazer tudo na hora.

mas isso não dá. é a vida, o momento espetacular de olhar para frente e realmente perceber que tem chão. é fechar os olhos tomando um cafezinho e, depois, perceber que nada mudou ao redor. para fazer, precisamos pensar. para pensar, precisamos fazer. tudo é meio atrelado, porque é necessário um começo.

e qual começo é esse?

este ninguém deve ensinar. é uma loucura começar algo que não se sabe, ou terminar algo que não existiu. mas coisas necessárias para planejar, porque do planejamento é que sabemos se algo tem começo, meio, fim ou todos ou nenhum. e ele também é uma espécie de sonho material, sabe?

e eu não me dou bem com coisas materiais. eu sei, somos discípulos da matéria de certa forma. mas quem disse? quando nascemos, não temos contato com metais. eles são os que vieram do fundo da terra, para testar a capacidade do ser humano de lidar com o poder. e ele falhou.

vamos só pensar no começo, é o que temos. e no fim, o que queremos ter. não deve ser muito difícil traçar uma linha mais ou menos reta até lá. me enganei. vi um desenho sobre como as mulheres fazem uma compra no shopping, e eu faço bem assim. logo, minhas linhas retas não são lá tão retas assim.

e o fim?

ahhh, não sei. vamos ver no que dá.

candura

Fevereiro 13, 2008

oi, linda! tão bom vê-la sorrir! estar com você é o paraíso, seu sorriso incólume encanta-me cada vez mais. tem tanta beleza no que é puro, tem tanto puro em você. seu nome está escrito no meu coração, estou vendo, meu próprio sorriso diz.

faz agora tanto sentido olhar para baixo, sorrir e desejar sua companhia que resolvi me espreguiçar e agradecer. à natureza eu brindava. olhava para a copa das árvores balançando à janela, ali tão acariciadas pelo vento como eu com seu carinho.

entendo agora a associação de amor com flores, pétalas são tão carinhosas quanto suas palavras comigo – lembram a você flores, a perfeita natureza, seu sorriso que já não precisa mais de adjetivos, eu e você. grudados na mesma flor.

essa candura também é acompanhada de certa dor. tenho medo de que você me deixe. se nos separarmos, não sei se saberei viver em outra flor. este caule me dá o alimento de que preciso, do jeitinho que gosto. você me conhece.

acima de tudo, vou lembrar do que sinto por você. quero vê-la feliz, não importando a forma. não posso, por mais que seja recíproco, enjaulá-la em minha gaiola de sentimentos, por melhores que sejam. fique ao meu lado.

nossas personalidades devem combinar. tudo o que você não tem coragem para fazer, a encorajo. e o que não tenho força aqui dentro, você me apóia. e aqui não tem segredo para o que temos de anseios ou o que tememos. nos seguremos.

e é isso que me dá forças para mostrar a pureza. posso cair quantas vezes quiser. contigo ao lado. com você, com você, é tudo o que preciso.

é você.

me beije

Fevereiro 13, 2008

estou aqui. preciso de um colo, venha. não sei o que acontece hoje. uma faca resolveu atravessar meu coração, socorro! e é a faca da candura, rasga o coração ainda pulsante e corta o corpo fazendo um calafrio antes de eu sorrir e lhe dizer “oi”.

quando tenho lembranças suas, o que consigo é fechar os olhos e sorrir. suspirar e sim, é mesmo, lembrar o quanto você me confortou quando precisava. as brigas, sim, meras, e apimentadoras. não eram brigas, eram palavras carinhosas na forma de discussão porque depois nós nos beijávamos intensamente pedindo desculpas pela respiração.

nós. é quando as mãos se entrelaçavam, os peitos se encontravam e o beijo selava a união de duas pessoas procurando uma pela outra como se a alma pudesse sair do corpo e entrar no outro só para sentir um pouquinhozinho de como seria ser a outra. imaginar-se no corpo da outra pessoa para proporcionar o maior prazer que puder.

e não é só prazer carnal, tem o da alma. este é menos decifrável porque está bem lá dentro. precisa de muita dedicação, muito carinho, muito estudo. dá um aperto no peito saber que não poderemos ser uma coisa só. viver conjuntamente é lindo, mas ainda gostaria de algo mais profundo. e isso não dá para conhecer sem juntar tudo, sem associar o outro ao um e vice-versa.

tenho muita responsabilidade no meu trabalho novo, isso me preocupa. e acaba com meu raciocínio, eu preciso de ar. o seu ar, por favor. ainda bem que para você eu existo, podemos nos respirar, nos cuidar, desabar ou voar juntinho. eu te gosto, não se esqueça. sei que quando você não me dá atenção assim é porque tem um montinho de coisas tirando seu tempo, nosso tempo.

não só te gosto. eu te amo. e o amor é uma coisa bem séria, bem linda, bem bem. e o beijo é mais que esse da televisão; nos une, separa, diverte, excita, tudo. não espero que você me ame, isso não se faz. o que posso esperar que você não jogue fora o carinho e o desejo que tenho por você. que respeite. e só.

oi.

intensidade

Fevereiro 12, 2008

tudo turvo à frente. e a estibordo, icebergs. naveguemos à bolina, a proa está inabitável!

ah, era um sonho. sim, sempre, eles. eles vêm nos buscar e nos levar como se tudo e nada pudéssemos na vida! e o destino? desconhecido. se eu fosse uma embarcação, iria levar os tripulantes à loucura. mas sem matar, a loucura plena é a que ao ser satisfaz. isso é intensidade.

e a quem não agüenta, que feche os olhos porque a emoção pode embriagar. mas isso lembra uma frase. nada como embriagar-se de olhos fechados. é por isso que a água parada torna-se turva e a da cachoeira oxigena-se. agüente!

emoção é um fio que corta mais que imaginamos. ela não precisa entrar, ela sai. e é por isso que dá um friozinho na barriga andar de montanha russa. liberamos nossas emoções e livramo-nos de muito que nos acompanha quando emocionados, a pressão é uma dádiva. aí.

fomos agraciados com a alma para nos dizer o que somos. se somos covardes, sentimos medo diante alguma emoção específica. se somos bravos, sentimos prazer. ou, claro, depende da definição de cada um. a alma sempre dirá alguma coisa.

por isso a definição do que é bom ou ruim muda muito. quem comete crimes acha prazer, quem não encontra asco em seu ser. cada um é exatamente do jeito que tem de ser. e a inclinação a coisa ou outra diz muito sobre a alma.

e tem tudo, tudo, tudo a ver com intensidade. é onde sentiremos prazer ou dor, onde tomaremos cuidado ou vamos adiante, é o que nos norteará. todo mundo quer sentir certa intensidade naquilo que faz. mesmo que expressa no silêncio (o que muitas vezes diz mais que as palavras).

não vejo muitos procurando a escuridão no céu, e sim as estrelas. elas é quem cintilam e fazem a diferença no firmamento. e este, que dizem ter sido criado em um dia, é um grande mapa de onde estamos e o que somos. ele diz quem somos.

e somos feitos desta luz, a mesma que há séculos brilhou, porque o interior pouco muda, só a forma dele se expressar. e buscamos o mesmo: sentir. causar sentimento. mesmo que ele só chegue quando afundamos depois de bater num iceberg.