dança, hoje tem baile toda a noite.
ela fala prontamente, há música!
sem ritmo não mostra sua cara,
só é desgosto quando se faz viva.
sim, não precisamos de tambores.
a pele virgem já serve para o propósito!
descarando-se, é o brilho dela a servir de batucada
e o seu andor o ritmo desvairado.
perplexa, ela não sabe dizer ainda se sim ou se não.
todos perguntam, ninguém realmente se importa;
brandir a palavra desvenda pouco mais que o fogo emanado,
é preciso ecoar por dentro para revelar o gosto.
devagar – só vagar pode ser preciso, vamos viajar.
o descaramento acontece aí, a forma importa mais sentida
que simplesmente aparecida.
rápido, não podemos perder tempo. entendamos,
o descaramento nos exige que apareçamos
mesmo que queiramos sentir o que é.
e agora, cara luz, di-me, por favor.
desvenda o que é isso, tudo são duas coisas
e uma e uma ao mesmo tempo.
descara-te; juro que prometo, encaro-te.