e eu acreditara.
sou palhaço que ri da própria piada
mas chora ao ver uma criança maltratada
ou menina que come sorvete
só para disfarçar o sorriso contido.
de agora em diante, somos tomate e cebola
compartilhando o prato em que enfeitamos
a deixar satisfeito a alguém.
mas quem é esse?
disseste-me sim,
terminaste com minha aflição
como num toque de midas,
rapidamente acalmei a mente
e procurei os céus em meu escuro.
ouvi-lhe que talvez,
pode ser que eu não consiga te entender,
por favor, cuida de mim
como se a rosa não tivesse espinho,
ainda sou alma boba.
disse a ti que sim,
vou acreditar em meu e nosso mundo,
seremos pó e pedra
conjugados para acertar o barro
que nossos pés sempre pediram.
entenda que sim.