Publicado por: arielalmeida | 8 de julho de 2009

o pátio

brincava no pátio; não, não conhecia a criança, era tarde. saudávamo-nos como se sempre nos conhecêssemos, só para brincar. hoje ela pulava estrelinhas, sozinha, feliz! palmas saíam, tanto regozijo dizia mais: mamãe deve ter dado presente ou beijo ou ambos. e o sono não vinha porque era hora de brincar, ainda é, sempre é.

não pode ser tarde! nunca é, ainda não, deixe-me, sono, com beijo, sem beijo, ausente sem presente, digo, sem palmas. continuarei a brincar, direi tchauzinho, não sou ridículo ser, só sou sem saber ou até sabendo demais. não te conheço, não me importa o que dizes. tenho minha vida, sou feliz, olhe! sei ser concupiscente sem remanescer parco, não outorgo o que de outrem não tenha recebido de bom grado, sou complexo, tenho noção de quem sou, tenho mesmo.

somos o hoje e o amanhã, o fruto do ontem, o que nos disseram e o que dizemos. por dentro ou por fora, oportunamente ou não, de bom grado ou até sem agrado, sagrado seja nosso ser e diabólica seja nossa vida, do contrário ou não.

no final das contas, a criança é o adulto, o adolescente ambos e a vida uma só. e também as outras.

17/06/2009

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: