Publicado por: arielalmeida | 11 de maio de 2010

obliquamente observo

sou laço que se fez sem saber.
ninguém me amarrou ou prendeu,
só quero saber as nuances d’outra corda
mesmo temendo não existir outra.

visito uma casa e percebo
o cheiro peculiar das gerações que ali habitaram.
e visto um cheiro para perceberem
olhem, sou do mesmo material que tudo.

há calor nas falanges dos ciprestes,
só o vejo com o vento a passar
isso me diz muito, só ouvi agora.
cantei e percebi minha voz outra.

temos voz e brio
por que tememos cantar
se a aurora nos convida
para dela apaixonarmos-nos

?

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