Publicado por: arielalmeida | 14 de dezembro de 2010

o começo do fim

dia, vieste calmo como a criança pedindo história para ninar
prometendo a quietude e o passaredo a cuidar de nós.
contudo, deste-nos a noite, fria, inquieta, ímpia.
vimos seu intento, quisemos entender outro.

somos tempo a adornar o mundo,
solitos, inquietos, encantados.
solte-nos, pedimos-no,
é curto o tempo.

vigiar,
subir e
descer
mundo

é curta a vida.
tenha-nos, pedimos-no,
soltos, ainda que desbastados,
somos o mundo a adornar o tempo,

este que não requer intento, e ainda insistimos:
dê-nos o dia, quente, fátuo, límpido, régio, sem limites,
prometemos cuidar do tempo e deixar os pássaros a cantar.
vieste calma como a criança pedindo história para ninar, noite.

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