Publicado por: arielalmeida | 20 de dezembro de 2012

vem

entre um passo e outro há um tempo. não sei como medi-lo, mas ele passa como se algo mudasse a cada instante. os passos são como o espaço entre árvores. dá até para esperar qual será a próxima, mas não sei como é a copa dela nem o que vou encontrar andando.

e ele mudou, o tempo. é porque talvez meus anseios sejam outros, a caminhada também. aliás, nela já não espero mais companhia, porque há caminhos nos quais uma certa solitude é saudável. mas anda comigo, ainda que só. sim, não há tempo, só a amplidão – sem espera.

aí, na instantaneidade, eu não sei mais quanto tempo esperar para fazer alguma coisa. é como num beijo cálido, não sei quantos instantes durou, o que fiz ou o que disse. ou no olhar de canto, que eu não sei nada do que aconteceu aqui ou ali nem o porquê. me espera, eu vou entender.

quando eu vejo seu retrato, antigo mas atual, o coração bate um tiquinho mais forte. acho que entendo alguma coisa do que eu esperava. ou do que espero. dói porque é antigo e atual. mas faz bem porque alguma coisa que mudou em mim tem explicação. posso te esperar?

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